terça-feira, 13 de julho de 2010

Metafísica

A roda girou
Marcou 90, 180
Aquele segundo se foi
No toque e no cheiro da pele
Conheceu-se o novo
Na cor dos seus olhos se afogou
Sua voz se fez necessária
A ausência que transformou o amarelo em cinza
É gota de cachoeira diante de uma vida
Tudo é pequeno perto do "eu e você"

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quinta-feira, 3 de junho de 2010

Mais uma de Israel

O ataque ao navio turco de ajuda humanitária que tentava furar o bloqueio à Faixa de Gaza e que resultou na morte de nove ativistas fez com que aumentasse a pressão mundial sobre Israel.
Os israelenses afirmam que se tratavam de terroristas que estariam abastecendo o Hamas (grupo radical islâmico que controla a Faixa de Gaza desde 2007), porém essa informação mostrou-se equivocada. A Turquia, aliada estratégica de Israel, afirmou que as relações entre os dois países "nunca mais serão as mesmas".
O mundo, agora, pressiona para que Israel acabe com o bloqueio comercial que exerce sobre a Faixa de Gaza. Mas, segundo o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, não é o que acontecerá. Ele diz que seu país, mais uma vez, está sendo vítima de hipocrisia e pré-julgamento tendencioso.
Israel justifica o bloqueio afirmando que ele é necessário para enfraquecer o Hamas (já que as armas que entram em Gaza se voltam contra os civis israelenses) e para que Gaza não se torne um porto iraniano, o que configuraria uma ameaça.
Porém, ao invés de enfraquecer, Israel só vem fortalecendo o Hamas. O ódio gerado pelo bloqueio comercial e atitudes estúpidas como o ataque ao navio de ajuda humanitária alimentam radicalismos de oposição no Oriente Médio e isolam cada vez mais o país.

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sábado, 22 de maio de 2010

Cada Copa do Mundo é uma história

1930 – A primeira taça é azul celeste
1934 – O fascismo de Mussolini é campeão mundial
1938 – A Itália é bicampeã, Leônidas da Silva é o artilheiro
1950 – Depois da Guerra, a Copa do Mundo volta com um Maracanazo




1954
– A favoritíssima Hungria de Puskas cai na final pra Alemanha
1958 – Com Nilton Santos, Didi, Pelé e Garrincha nasce o gigante Brasil
1962 – As pernas tortas de Garrincha nos levam ao bicampeonato





1966 – A Inglaterra de Bobby Charlton vence a Alemanha
1970 – Pelé e um timaço fizeram esquecer a ditadura por alguns instantes
1974 – O Carrosel de Cruyff não resiste à Alemanha de Beckenbauer






1978 - Em casa, o ditador argentino Videla quis ser campeão
1982 - O Brasil cai em Sarriá. O futebol muda com a conquista da Itália
1986 - Maradona leva a Argentina ao bicampeonato
1990 – Liderada por Matthäus, a Alemanha é mais uma vez campeã
1994 – Maradona é pego no antidoping. Baggio erra. Romário traz o tetra






1998 – Um Brasil apático é facilmente batido pela França de Zidane
2002 – A “família Scolari” faz do Brasil o único pentacampeão
2006 - Os craques do Brasil se apagam. Itália vence a França nos pênaltis






E como será 2010?
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segunda-feira, 19 de abril de 2010

3:28

Madrugada, lar dos boêmios, dos poetas.
Dos que praticam o amor em forma de loucura ou dos que simplesmente preferem viver enquanto o resto todo dorme. Ás vezes, é difícil aceitar a idéia de ter que acordar no dia seguinte.
É cansativa a repetição dos dias.
Mas é impossível escapar de si mesmo e muito difícil fugir dos outros e da rotina.
Quem nunca quis dormir pra sempre? Não ter que enfrentar o mundo exterior (e interior).
Dormir é mais fácil. Pura lei da inércia.
A madrugada é a hora que cada um leva o seu lado louco pra passear, livre de pessoas, só com sentimentos.
É a hora que cada um passa a ser o que quiser. Interpretar e brincar com palavras e atitudes, pois nada é sério na madrugada.
A vida é uma experiência sociológica e a partir da meia-noite este fato entra em evidência.
O que penso agora pode não fazer mais sentido amanhã.
Os pensamentos pertencem ao instante.

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terça-feira, 23 de março de 2010

XADREZ


Mais um dia. As pessoas se mexendo como peças de xadrez.
Avançando e recuando, avançando e recuando...
Pura estratégia.
As peças mais fracas são engolidas com uma naturalidade fria.
Jogo é jogo.
As mentes mais fortes ditam cada jogada.
Existem as peças suicidas também.
Estas agem por impulso, se aproximam muito do inimigo, sem obedecer as ordens racionais do jogo que jogam.
São as que conseguem as vitórias mais impossíveis e as derrotas mais humilhantes.
Um Rei sempre se blinda do perigo, mas deve passar a impressão de que se sacrificaria a qualquer hora pelos seus súditos.
Um blefe ideológico que traz sustentação ao poder.
A maioria das peças precisa de um líder para dizer qual é o seu próximo passo.
O inimigo tenta trazer para o seu lado as mais fáceis.
Joga-se por jogar, em um ciclo contínuo.
A vida é um jogo de xadrez que nunca acaba.
Pessoas caem e outras novas surgem no tabuleiro.
Quem não quer jogar apenas observa as pessoas se mexendo como peças de xadrez.
Avançando e recuando, avançando e recuando...

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