quinta-feira, 29 de julho de 2010

O normal é ser louco

A realidade nasce da subjetividade de cada um. O que é real pra mim pode não ser pra você, e vice-versa. Nós fazemos nossos próprios mundos, cada um com o seu, mas nunca existente sem os outros “mundos individuais”.
Papo louco. Mas quem pode dizer o que é loucura e o que é realidade? Vivemos em uma linha tênue entre o real e a fantasia. A imaginação interfere muito mais na vida prática do que o contrário.
Uma coisa torna-se impossível no momento em que você a define como impossível. Nada é impossível, é só questão de achar possível. Tudo é mente, pensamento. O que eu penso e acredito é unicamente o que existe, ou o que vai existir.
Se virmos uma pessoa falando sozinha na rua, certamente pensaremos: “que louco!”. Mas quem definiu que o normal é não falar consigo próprio em voz alta? Quem não se encaixa no padrão é logo definido como anormal ou estranho. As pessoas temem o diferente, porque o diferente é imprevisível e o imprevisível foge do controle.
Todo mundo é louco. O normal é ser louco. Mas a maioria consegue esconder a loucura sob uma aparência de normalidade, que não é repleta em ninguém.
A separação entre o louco e o normal, na verdade, não existe, é cultural. A cultura, ao longo da história, é que definiu padrões de pensamento e comportamento. O que realmente existe são desvios, maiores ou menores, ao que foi estabelecido como regra.
Dizem que pensar enlouquece. Não enlouquece. Ao pensar estamos apenas construindo nosso próprio mundo, que é diferente do que encontramos na vida cotidiana, mas que é absolutamente natural para nós mesmos. Então por que não colocá-lo em prática? O pensar é o existir.

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sexta-feira, 23 de julho de 2010

viver pra morrer

Vida e morte andam lado a lado, negociando a todo instante.
Cada pessoa faz o seu melhor, e também o seu pior, enquanto vive.
Parte divina e humana entram em choque o tempo todo. Não há vencedor, pois sempre ambas existirão.
Manifestar o lado animal é necessário. Não faz mal a fraqueza, os ciúmes, o egoísmo. Tudo isso é ser humano em sua essência. O dever é ser um bom humano, mas ainda humano.
Quem já viveu muito, mesmo sendo jovem, sente-se feliz e com vontade de experimentar muito mais. O mundo se adquire e se saboreia. Mas o tempo é implacável, leva tudo embora.
E aí vem a morte, que, finalmente, venceu a luta contra a vida. E não tem problema. No final, a vida é a vitoriosa. Ganhou muito mais.

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terça-feira, 13 de julho de 2010

Metafísica

A roda girou
Marcou 90, 180
Aquele segundo se foi
No toque e no cheiro da pele
Conheceu-se o novo
Na cor dos seus olhos se afogou
Sua voz se fez necessária
A ausência que transformou o amarelo em cinza
É gota de cachoeira diante de uma vida
Tudo é pequeno perto do "eu e você"

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quinta-feira, 3 de junho de 2010

Mais uma de Israel

O ataque ao navio turco de ajuda humanitária que tentava furar o bloqueio à Faixa de Gaza e que resultou na morte de nove ativistas fez com que aumentasse a pressão mundial sobre Israel.
Os israelenses afirmam que se tratavam de terroristas que estariam abastecendo o Hamas (grupo radical islâmico que controla a Faixa de Gaza desde 2007), porém essa informação mostrou-se equivocada. A Turquia, aliada estratégica de Israel, afirmou que as relações entre os dois países "nunca mais serão as mesmas".
O mundo, agora, pressiona para que Israel acabe com o bloqueio comercial que exerce sobre a Faixa de Gaza. Mas, segundo o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, não é o que acontecerá. Ele diz que seu país, mais uma vez, está sendo vítima de hipocrisia e pré-julgamento tendencioso.
Israel justifica o bloqueio afirmando que ele é necessário para enfraquecer o Hamas (já que as armas que entram em Gaza se voltam contra os civis israelenses) e para que Gaza não se torne um porto iraniano, o que configuraria uma ameaça.
Porém, ao invés de enfraquecer, Israel só vem fortalecendo o Hamas. O ódio gerado pelo bloqueio comercial e atitudes estúpidas como o ataque ao navio de ajuda humanitária alimentam radicalismos de oposição no Oriente Médio e isolam cada vez mais o país.

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sábado, 22 de maio de 2010

Cada Copa do Mundo é uma história

1930 – A primeira taça é azul celeste
1934 – O fascismo de Mussolini é campeão mundial
1938 – A Itália é bicampeã, Leônidas da Silva é o artilheiro
1950 – Depois da Guerra, a Copa do Mundo volta com um Maracanazo




1954
– A favoritíssima Hungria de Puskas cai na final pra Alemanha
1958 – Com Nilton Santos, Didi, Pelé e Garrincha nasce o gigante Brasil
1962 – As pernas tortas de Garrincha nos levam ao bicampeonato





1966 – A Inglaterra de Bobby Charlton vence a Alemanha
1970 – Pelé e um timaço fizeram esquecer a ditadura por alguns instantes
1974 – O Carrosel de Cruyff não resiste à Alemanha de Beckenbauer






1978 - Em casa, o ditador argentino Videla quis ser campeão
1982 - O Brasil cai em Sarriá. O futebol muda com a conquista da Itália
1986 - Maradona leva a Argentina ao bicampeonato
1990 – Liderada por Matthäus, a Alemanha é mais uma vez campeã
1994 – Maradona é pego no antidoping. Baggio erra. Romário traz o tetra






1998 – Um Brasil apático é facilmente batido pela França de Zidane
2002 – A “família Scolari” faz do Brasil o único pentacampeão
2006 - Os craques do Brasil se apagam. Itália vence a França nos pênaltis






E como será 2010?
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